sábado, 22 de fevereiro de 2014

A IGREJA PERSEGUIDA PELO IMPÉRIO ROMANO

Estamos retomando a série sobre Teologia Dogmática. Já falamos sobre a: Igreja Apostólica, já falamos sobre Heresias na Igreja Primitiva e agora falaremos sobre a Igreja Perseguida.

A Igreja enfrentara dois níveis de perseguições: Um interno e outro externo.  Interno à Saduceus, Fariseus, Herodianos... (Atos 5:17-18; I Tessalonicenses 2:15). Externo à O Império Romano.
Voltaremos nossa atenção às perseguições desencadeadas pelo Império Romano, em cerca de 200 anos seguidos.

PERSEGUIÇÕES DE 64 – 98 dC.

A perseguição começa com uma prova forjada pelo Imperador Nero. Na noite de 18 de Julho de 64, um incêndio instaurou-se em Roma, o fogo durou seis dias e sete e destruiu dez dos catorze bairros de Roma.

Segundo alguns historiadores, o incêndio foi provocado pelo próprio Nero que lhe assistiu do topo da torre de Mecenas no alto do monte Paladino, vestido como ator, tocando sua lira e cantando versos acerca da queda de Tróia.  Logo um boato se espalhou dizendo que os incendiários tinham sidos descobertos e que os cristãos eram os criminosos responsáveis por tal incêndio. Pelo fato de dois bairros onde havia grande concentração de Judeus e Cristãos não terem sidos atingidos, Nero encontrou uma boa razão para culpar os cristãos pela tragédia.
Daí em diante eclodiu uma perseguição maciça e cruel contra os cristãos; milhares foram amarrados a postes e queimados para iluminarem as ruas e jardins da Cidade (o próprio Nero oferecia o seu jardim para o “espetáculo”), outros foram enrolados em peles de animais para que cães famintos os matassem a dentadas, outros foram lançados no picadeiro para que touros os pisoteassem e esmagassem. 
Foi no reinado de Nero que os apóstolos Pedro e Paulo foram executados. Pedro fora crucificado de cabeça para baixo e Paulo fora decapitado.

A loucura de Nero só não foi adiante porque no ano 68, o senado romano o depôs e ele suicidou-se.

No ano 70 dC, Tito Vespasiano cercou Jerusalém, derrubou seus muros e destruiu o Templo arrancando literalmente “pedra sobre pedra”. O cerco durou da primavera até setembro. Nesse mesmo ano, Tito inaugurou o Coliseu Romano e na festa de inauguração que duraram 100 dias cerca de mais de 10 mil pessoas foram mortas pela espada dos gladiadores e pelos leões famintos da Líbia.

No ano de 81, sobe ao poder o imperador Domiciano, o irmão mais novo de Tito, também cognominado de “segundo Nero”. Ele desencadeou uma perseguição cruel contra os cristãos durante seu reinado a ponto de matar seu primo Flávio Clemente e sua esposa Domicila, por serem cristãos. Domiciano, diz Eusébio, o pai da história eclesiástica, “depois de ter exercido sua crueldade contra muitos, e injustamente morto há pequeno número de homens nobres e ilustres em Roma, e ter, sem justa causa, punido grande número de homens honrados com o exílio e o confisco de seus bens, por fim estabeleceu-se como o sucessor de Nero em seu ódio e hostilidade para com Deus.” Ele também seguiu Nero em deificar a si mesmo. Ele ordenou a sua própria estátua fosse adorada como Deus. Foi no governo desse imperador que o apóstolo João fora desterrado para a ilha de Patmos onde recebeu a gloriosa revelação do Apocalipse.

Mas o final deste fraco, fútil e desprezível tirano se aproximava. Ele costumava guardar consigo um rolo onde estavam escritos os nomes das pessoas que seriam as próximas a serem mortas e um dia, furtivamente, uma criança roubou o rolo enquanto o imperador dormia e levou o rolo para a imperatriz, que para sua surpresa, descobriu que o seu nome estava arrolado lá, então houve uma conspiração contra o imperador e ele foi assassinado com sete facadas.

PERSEGUIÇÕES DE 98 – 311 dC.

Desde o reinado de Trajano a Antonino Pio (98 -161), o cristianismo não era reconhecido, mas também não foi perseguido de modo severo. Sob o governo de quatro imperadores, Nerva, Trajano, Adriano e Antonino Pio (os quais com Marco Aurélio, ficaram conhecidos como cinco bons imperadores), nenhum cristão podia ser preso sem culpa definida e comprovada, porém, isto não significa que não houvesse martírio. Citamos dois exemplos: Simão, irmão do Senhor (Mc. 6:3), fora executado no ano 107 por crucificação no reinado de Trajano. Inácio, bispo de Antioquia, foi lançado às feras entre 108 e 110 dC.

 Marco Aurélio (161 – 180 dC.) foi um homem bastante ético, porém, perseguidor sangrento dos cristãos. Procurava instaurar a antiga simplicidade da vida romana e com ela a antiga religião. Opunha-se aos cristãos por considerá-los inovadores. De todos os mártires desse período, destacamos apenas dois: Policarpo, bispo de Esmirna, Ásia menor, discípulo do apóstolo João, morreu no ano de 155, queimado vivo após sofrer intensos flagelos. Ao ser levado ante o Imperador e ser instado a abjurar a fé e negar o nome de Jesus respondeu: “86 anos o servi, e somente bens recebi durante todo o tempo. Como poderia negar agora ao meu Salvador e Senhor?” Justino Mártir, um grande apologista morreu em Roma no ano 166 dC. Nesse tempo ocorreu o martírio de Felicidade e seus sete filhos aos quais ela viu morrer. O primeiro sendo espancado até a morte, dois serem golpeados com clavas, outro fora jogado por um despenhadeiro, outros três foram decapitados e por fim a própria Felicidade foi morta.

Sétimo Severo (193 – 211 dC) em 202 iniciou uma terrível perseguição que durou até sua morte em 211. Era de uma natureza mórbida e melancólica, desencadeou intensa perseguição em todo o mundo conhecido, principalmente no Egito e no norte da África. Era tão cruel que fora chamado de o Anticristo por muitos cristãos, nesse tempo é que Leônidas (pai de Orígenes), Perpétua que estava amamentando o filho, fora decapitada, isso, após ter suas carnes rasgadas por uma vaca. Seu algoz tremia de medo ao decapitá-la.

No reinado de Caracala (211 – 217) esse Imperador confirmou a cidadania de todos aqueles que não fossem escravos, isso permitiu que os cristãos não fossem mais crucificados e nem lançados as feras.  

Em 249, sobre ao trono Décio. Cuja cidade estava desestabilizada. Acreditava que se todos retornassem aos antigos deuses esses favoreceriam novamente a Roma, isso significa que houve novamente cruel perseguição contra os Cristãos. Alguns fraquejaram, outros resistiram e depois fraquejaram, entretanto outros ficaram firmes e resolutos na fé.

Com a morte de Décio, seguiram-se cerca de cinqüenta anos de relativa calma. Quebrada somente por período de breves perseguições, um destes, foi no tempo de Valeriano (253- 260) em 257. Cipriano e outros líderes da Igreja foram martirizados nesse meio tempo.

A última, mais sistemática, e terrível perseguição ocorrera no governo de Diocleciano (284-305) e seus sucessores de 303 a 310. Numa série de editos, ordenou-se que todos os exemplares da Bíblia fossem queimados, os templos fossem destruídos, renunciassem a fé e caso não a fizessem perderiam a cidadania romana. Prendeu todos os lideres cristãos da época, Os cristãos eram trancados nos templos e queimados vivos dentro deles. Entretanto setenta anos mais tarde o cristianismo seria a religião oficial do Império Romano. Diocleciano renunciou ao trono em 305, contudo, seus sucessores perseguiram os cristãos por seis anos ainda, esses sucessores eram Galério (305-311), tendo como co-imperador Constantino, filho de Constancio que ainda não professa a fé cristã, contudo, expediu o Edito de Tolerância em 30 de abril de 311 dC. Legalizando assim O Cristianismo e tornando legal sua adoração a Deus enquanto o Império Romano perdurou.

Em 313 dC, Constantino promulga o Edito de Milão, onde o Imperador devolve aos crentes os bens, terrenos confiscados, cidadania e templos.
Mesmo sob a chibata, a Igreja Cresceu e vingou. Como disse Tertuliano “o sangue dos mártires é a seiva para a sementeira do Evangelho”.


Certa feita, perguntaram ao Rev. Francisco Leonardo, ex-reitor do Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife PE: “Reverendo, se a igreja fosse mais perseguida seria mais fiel?”. Ele respondeu: “Não, se a igreja fosse mais fiel, seria mais perseguida”. Isso deve fazer-nos refletir o quanto somos fiéis a Deus e a Sua Santa Palavra.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

POR QUE ME TORNEI REFORMADO?

                                                         Por que me tornei Reformado

Os cinco primeiros séculos da Igreja foram muito conturbados e produtivos, conturbados, porque surgiram muitas heresias; produtivos, porque nesse tempo, Deus levantou grandes apologistas. Nesse ínterim, em meados do ano 400, houve uma disputa sobre a Salvação: sua origem, recebimento, preservação e conclusão.

A disputa girava em torno de dois protagonistas: Pelágio, um herético monge inglês nascido na Grã-Bretanha em 350 dC, que dizia que o Pecado de Adão e Eva afetava unicamente os dois e que devido a isso o homem tinha condições de sozinho aceitar ou rejeitar a Graça de Deus. A Salvação seria resultado da escolha do Livre-Arbítrio Humano. A visão de Pelágio era Sinergista, o homem dá o primeiro passo e Deus coopera com ele.

O segundo protagonista era Aurélio Agostinho, nascido em 354 na cidade de Tagaste no Norte da África, filho de mãe cristã e pai pagão veio a tornar-se bispo na cidade de Hipona. Principal defensor da ortodoxia, ele declarava que a salvação é obra exclusiva de Deus, visto que o pecado de Adão foi creditado a toda a raça humana indistintamente. A alma humana fica passiva no recebimento da Salvação, pois é operada unicamente por Deus. “A salvação é (obra) do SENHOR” [Jonas 2:9]. A posição de Agostinho era Monergista, isto é, a salvação é obra exclusiva de Deus, sem nenhuma participação humana.

A doutrina pelagiana foi condenada no Concílio de Cartago em 416 e a posição de Agostinho passou a ser posição oficial da Igreja desde então. A posição agostiniana tornou-se a posição oficial da Igreja Reformada do séc. XVI. 

Contudo, o pelagianismo sobreviveu dentro da Igreja Romana e em meados de 1600, Jacobus Arminius, teólogo reformado holandês, professor de teologia,  num semi-pelagianismo declarado, questiona novamente  em sala de aula a doutrina agostiniana da Salvação monergística. Com sua morte, cerca de quarenta de seus discípulos, reunindo material que receberam em sala de aula, redigiram uma declaração que ficou conhecida como Representação (Remonstrância); nesse documento, os Remonstrantes como eram conhecidos pediram uma revisão na Soteriologia da Igreja Reformada da Holanda. A Igreja Holandesa respondeu convocando um concilio que durou seis meses entre 1618-1619, conhecido como Sínodo de Dort, no qual a Igreja Holandesa rechaçou o pedido dos Remonstrantes e consolidou a Doutrina Calvinista-Agostiniana da Salvação Monergista.

À medida que o tempo ia passando, os Remonstrantes tornaram-se conhecidos como Arminianos; Jonh Wesley foi influenciado por esse sistema de pensamento, hoje amplamente difundido, boa parte devido a Jonh Wesley, grande homem de Deus, fundador do Metodismo. O sistema de Agostinho, adotado pelos reformadores, ficou conhecido como Calvinismo, devido a João Calvino, um reformador Francês, ardente defensor da salvação Monergista.

  Os Remonstrantes ou Arminianos não questionaram todos os dogmas aceitos pela Igreja Reformada da Holanda, eles questionaram apenas cinco deles, que são: Queda Humana, Eleição Divina, Expiação, Graça, e Perseverança na salvação. Havia três formas de responder a essas perguntas:

Ø Pelagianismo à O homem aceita Cristo porque escolheu  fazer isso, tudo depende do seu livre arbítrio (negação do pecado original)

Ø Arminianismo à Reconhece a total depravação do homem, mas alega que Deus dá uma graça preveniente a todos que lhes restaura o livre arbítrio e a capacidade de se decidir favoravelmente a Deus

Ø Calvinismo (posição Holandesa) à Tudo depende exclusivamente de Deus, o homem fica passivo, contudo não tem sua vontade violada. A Soberania de Deus e a Responsabilidade humana caminham lado a lado.

 A resposta da Igreja Holandesa é o que se convencionou chamar de cinco pontos do Calvinismo, ou então 
TULIP, que é a síntese da doutrina que a Igreja manteve. O que cada sistema prescreve, é como se segue:


O Acróstico TULIP (Iniciais em Inglês) fala-nos de:


Total depravação (T) – O homem está espiritualmente morto nos seus delitos e pecados, totalmente incapaz de fazer o bem, cego para as coisas de Deus, é filho da Ira, é Inimigo de Deus é escravo do pecado é refém do diabo. Por natureza, tudo o que faz é contrário a Lei de Deus, não tem nenhuma inclinação salvífica para ir a Deus.

Eleição Incondicional (U) – Deus desde a eternidade, livre e soberanamente escolheu dentre toda a raça caída, alguns pecadores que lhe aprouve salvar sem consentimento algum por suas obras ou escolhas futuras. E de forma incondicional fez deles ‘seus vasos de misericórdia’.

Expiação Limitada (L) – Cristo morreu por todos aqueles que Deus decidiu salvar na mais remota eternidade, estes que são os Eleitos, compõem seu povo, sua Igreja. De fato, há redenção possível para todos os homens, mas só a redenção eficaz para os quais Deus Pai elegeu e Cristo Jesus redimiu na  Cruz.

Graça Irresistível (I) – Aqueles que o Pai elegeu na eternidade, que Cristo redimiu na cruz, serão no tempo oportuno atraídos pelo Espírito Santo que lhes aplica eficazmente a obra expiatória de Cristo. Eles podem inicialmente apresentar resistência, mas a operação do Espírito supera toda resistência e no fim, os eleitos serão convencidos pelo Espírito pela pregação do Evangelho e sem terem sua vontade violada virão de modo irresistível a Cristo Jesus.

Perseverança (de Deus) nos Santos (P) – Aqueles que o Pai elegeu, o Filho redimiu e o Espírito selou não poderão cair total nem definitivamente do estado de graça, Deus os guardará e os levará a seu reino celestial.

As Igrejas Reformadas expressam suas convicções doutrinárias como se segue:

Sobre a Depravação Total do Ser Humano: (Confissão Escocesa – Cap. 3)



Sobre a Eleição Incondicional de Deus: (Confissão dos Países Baixos – Art. 16, 22, 23)



Sobre a Expiação Limitada: (Segunda Confissão Helvética – Caps. 10,11)




Sobre a Graça Irresistível (Confissão de Fé de Westminster 10:1-2)



Sobre a Perseverança dos Santos (Confissão de Fé Batista de 1689, Cap. 17:1)



Dito isso, analisaremos agora, alguns dos pressupostos bíblicos para cada tópico:

Total Depravação (T):

Gn. 2:17 – Mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá.

Sl. 51:5 – “Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe.”

Rm. 3:10-12 – “Como está escrito: "Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer".”

2Tm. 2:24–26 – “Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade.”

Ef. 2:1 – Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados

Jo. 5:40 – “contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida”

Jr. 13:23 – Será que o etíope pode mudar a sua pele? Ou o leopardo as suas pintas? Assim também vocês são incapazes de fazer o bem, vocês que estão acostumados a praticar o mal

Eleição Incondicional (U)

Jo. 15:16 – Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome

Ef. 1:3-4 – Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença.   

2Ts. 2:13 - Mas nós, devemos sempre dar graças a Deus por vocês, irmãos amados pelo Senhor, porque desde o princípio Deus os escolheu para serem salvos mediante a obra santificadora do Espírito e a fé na verdade.

1Jo. 4:10, 19 - Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Nós amamos porque ele nos amou primeiro.

Expiação Limitada

Mt. 1:21 - Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados

At. 20:28 - Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.

Tt. 2:14 - Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras.”

Graça Irresistível:

Jo. 6:37, 44 – Todo o que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair e eu o ressuscitarei no último dia.

Tg. 1:16-18 – Meus amados irmãos, não se deixem enganar. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, para que sejamos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou

Perseverança dos Santos:

Jo. 10:27-30 – As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um.

Fp. 1:6 – “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus.”

Jd 24 – “Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém.”

Visto que todos não conseguem por si mesmos regenerar-se, pois estão mortos nos seus delitos e pecados, suas vontades estão inclinadas tão-somente ao mal, cegos, inimigos de Deus, escravos do pecado, servos do diabo, cabe a Deus regenerar aqueles que ele livremente escolheu desde toda a eternidade. Os quais, serão no tempo oportuno, convencidos pelo Espírito, eficazmente atraídos a Cristo e que por serem eleitos pelo Pai, redimidos pelo Filho e convencidos e selados pelo Espírito não podem decair total, nem finalmente do estado da graça, visto que Deus continuamente gera, nutre e aperfeiçoa neles a fé salvadora. Conclui-se que o melhor e mais coerente pensamento que condiz com a Bíblia é o que se convencionou chamar de calvinismo. O leitor pode sinceramente responder essa pergunta?

Onde começa a salvação, no homem ou em Deus?

 Se ele disser em Deus, o que de fato é, cientifique-se que o tal é Calvinista. Pois, segue-se logo, que se é Deus quem salva, é Deus quem escolhe aqueles que ele quer salvar, foi por esses que Cristo morreu, os quais o Espírito Convenceu e não podem mais se apostatar. (Jonas 2:9; Tito 3:3-7; Rm 8:28-30).
Logo, conclui-se que o sistema de pensamento que mais condiz com a Escritura é o Calvinismo. Essa é a razão pela qual me tornei calvinista.


A Ênfase calvinista é: O verdadeiro Evangelho que é aquele que exalta Deus e humilha o homem. Exalta a Deus o mais alto possível e humilha o homem o mais baixo possível. Evangelho é Evangelho quando se confirma com o que está na Escritura e não com opiniões humanas. A ordem bíblica é "Façam tudo para a Glória de Deus", inclusive pregar o Evangelho para a maior Glória de Deus, nada de Antropocentrismo! Deus é o Centro de Todas as Coisas; só Ele é o Ser Necessário, todos os demais são contingentes. A Glória Somente a Deus!

sábado, 15 de fevereiro de 2014



O verdadeiro Evangelho é aquele que exalta Deus e humilha o homem. Exalta a Deus o mais alto possível e humilha o homem mais baixo possível. Evangelho é Evangelho quando se confirma com o que está na Escritura e não com opiniões humanas. A ordem bíblica é "Façam tudo para a Glória de Deus", inclusive pregar o Evangelho para a maior Glória de Deus, nada de Antropocentrismo! Deus é o Centro de Todas as Coisas; só Ele é o Ser Necessário, todos os demais são contingentes. A Glória Somente a Deus!


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um tratado apologético! - Resgatar a doutrina da Eleição é Necessário!

A DOUTRINA BÍBLICA DA ELEIÇÃO DIVINA

O presente artigo é apologético, haja vista que é uma resposta pessoal a um artigo visto na internet que enfatiza a sexualidade como meio de ‘evangelismo e salvação’. Onde, inclusive, existe ‘filme pornô cristão’ e ‘date to save’ (Saiam com rapazes para apresentar-lhes a salvação).
Sob interpretações grotescas da Escritura, os adeptos dessa teologia fajuta dizem ter respaldo bíblico para tais ações. O suposto argumento bíblico transcrito no site:
Romanos 12:1 diz: “ROGO-VOS, pois, irmãos, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo”. Desde que nossos corpos são o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), faz sentido que devamos usar nossos lindos corpos para glorificar o nome Dele através do namoro, e o Espírito Santo fará o resto uma vez que Ele é a parte mais forte em nós, certo? Essa é a melhor maneira de começar o trabalho!
Bom, vamos lá! Por que repudiamos tal movimento?
  1. Fere o princípio de santidade exposto na Palavra de Deus;
Levítico 11:44-45 - “Pois eu sou o Senhor Deus de vocês; consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo. Não se tornem impuros com qualquer animal que se move rente ao chão. Eu sou o Senhor que os tirou da terra do Egito para ser o seu Deus; por isso, sejam santos, porque eu sou santo.”
“Quanto ao mais, irmãos, já os instruímos acerca de como viver a fim de agradar a Deus e, de fato, assim vocês estão procedendo. Agora lhes pedimos e exortamos no Senhor Jesus que cresçam nisso cada vez mais. Pois vocês conhecem os mandamentos que lhes demos pela autoridade do Senhor Jesus. A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique a seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.” I Tessalonicenses 4:1-7
“Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor.” Hebreus 12:14
“Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte.” Apocalipse 21:8
  1. Deus incumbiu a Igreja de fazer distinção entre o santo e comum
Ezequiel 44:23 - “Eles ensinarão ao meu povo a diferença entre o santo e o comum e lhe mostrarão como fazer distinção entre o puro e o impuro.”
A igreja dita Cristã não deve seguir os moldes do mundo, o mundo odeia os verdadeiros cristãos (João 15:19), o mundo é inimigo de Deus (Tiago 4:4) e não ama a Deus (1 João 2:15). Se é natural para os ímpios terem relações sexuais ilícitas antes do casamento para nós é um ato pecaminoso. A Bíblia nos diz que o alvo do cristão para o Casamento é preservar-se puro (Hebreus 13:4). E esse movimento ao que tudo indica não tem visão de compromisso marital. O alvo primacial de Deus sempre foi o casamento monogâmico, indissolúvel, único (Malaquias 2:10-16).
A palavra “santo” e suas equivalentes na Bíblia sempre falam de “Consagração, separação, dedicação”.
  1. O corpo do cristão é instrumento para divulgação da Santidade

“Não ofereçam os membros dos seus corpos ao pecado, como instrumentos de injustiça; antes ofereçam-se a Deus como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os membros dos seus corpos a ele, como instrumentos de justiça. Falo isso em termos humanos por causa das suas limitações humanas. Assim como vocês ofereceram os membros dos seus corpos em escravidão à impureza e à maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade.” Romanos 6:13,19

Esse movimento de moças “cristãs” saírem com rapazes para apresentar-lhes a salvação carece de fundamento bíblico e promove a prostituição. Seria uma espécie de prostituição cultual vista no culto a Baal (A.T) e na cidade de Corinto (N.T).

  1. A santidade traz consigo a mortificação do pecado, esse movimento ao que tudo indica, o propaga.
1 Tessalonicenses 4:3-4: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa”.
Se esse movimento não ensina controlar o corpo de maneira santa e honrosa contradiz claramente a Palavra de Deus. A Correta Interpretação de Romanos 12:1-2 é: “Não se amoldem a este mundo”...  E esse movimento, percebo, está muito próximo do “Ficar”
  1. Fere a doutrina da Eleição Divina
  1. A doutrina da Eleição mostra que salvação é obra exclusiva de Deus do início ao fim
A doutrina da Eleição assegura que desde a Eternidade, Deus escolheu soberanamente alguns homens para a salvação, dentre toda a raça decaída. (Efésios 1:4,5; Romanos 8:29,30; 2 Tessalonicenses 2:13). E que aqueles que Deus elegeu desde a Eternidade serão no tempo oportuno mediante pregação do Evangelho (1 Coríntios 1:21) chamados eficazmente pelo Espírito Santo. Não cabendo nenhuma participação humana na salvação do homem, visto que ele está morto em delitos e pecados (Efésios 2:1) separado de Deus (Efésios 2:12), inimigo de Deus (Romanos 8:7), refém do Diabo (2 Timóteo 2:26), vendido ao pecado (Romanos 7:14), cego (Atos 26:18)... Logo, o homem é incapaz por si só de alcançar a salvação. O homem é incapaz de regenerar-se a si próprio (Jeremias 13:23). Somente o Espírito Santo é capaz de regenerar o homem decaído (Tito 3:5).
Essa “estratégia” não tem como produzir salvação, pois as nossas “obras de Justiça” são trapos de imundícia diante de Deus (Isaías 64:6).  A salvação é obra única do SENHOR (Jonas 2:9). O maior método de atrair a Cristo é a Pregação (1 Coríntios 1:21), os apóstolos nos provaram por a mais b que a pregação é suficiente quando feita no poder do Espírito, sair com homens com pretexto evangelístico é negar a Suficiência da Palavra  e cair na mais crassa heresia.
  1. Os eleitos de Deus foram escolhidos desde a mais remota eternidade e serão eficazmente atraídos por Cristo com ou sem esse pretenso movimento evangelístico;
Com isso não estamos desmerecendo o Evangelismo, cremos ser ele bíblico, necessário e ordenado. Mas, o que dizemos é que modismos passam, somente a Palavra de Deus permanece para sempre (Isaías 40:8). O melhor método de Deus hoje é a divulgação da Palavra (Isaías 8:20; 2 Timóteo 4:1-8).
  1. Os eleitos frutificarão em santidade
“Mas nós, devemos sempre dar graças a Deus por vocês, irmãos amados pelo Senhor, porque desde o princípio Deus os escolheu para serem salvos mediante a obra santificadora do Espírito e a fé na verdade.” II Tessalonicenses 2:13
Esse movimento tem transformado a graça de Deus em libertinagem. (Judas 4). Há de se lembrar que antes do Edito de Constantino (c. 313 dC), mesmo com intenso evangelismo não havia degenerados na Igreja, haviam somente os Eleitos de Deus, os ímpios fugiam da Comunhão (1 João 2:19). Essa idéia de que todos que estão na Igreja são eleitos de Deus veio depois do Edito já que o Imperador prometia benesses a quem se ‘tornasse’ cristão sem conversão e sim por conveniência.
Concluindo:
  1. Qualquer Evangelismo eficaz prioriza a Palavra de Deus – Atos 5:20
  2. Os Eleitos de Deus serão atraídos pela Palavra e não por paixão carnal/humana – 1 Coríntios 1:21
  3. A Palavra frisa fundamentalmente a SANTIDADE, qualquer evangelismo que contrarie esse principio é contrario a Palavra – João 17:17.

Vamos voltar a Somente a Escritura e pregar o povo o trigo da Verdade, o Evangelho da nossa salvação, puro, não diluído, não eivado, não misturado. Somente a Palavra. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

História da Igreja - 1 ª Parte - A Igreja apostólica - Heresias na Igreja Primitiva

HERESIAS: UMA DISTORÇÃO DA VERDADE REVELADA

Há uma lista interminável de heresias e elas continuam crescendo até hoje. Não tencionamos alistar aqui todas as heresias, mas classificamos as heresias em cinco grupos:

1.      Negações da humanidade de Cristo
2.      Negações da Divindade de Cristo
3.      Negações da distinção entre Pai e Filho
4.      Negação da União Pessoal de Cristo
5.      Outras Heresias

O que é heresia?

Heresia provém do grego Hairesis que originariamente significa “escolha, facção, preferência pessoal”. Ao longo do tempo adquiriu o significado de “ponto de vista contrário a sã doutrina”. O termo grego hairesis ocorre no Novo Testamento em passagens como: Atos 5:17; 15:5; 24:5,15; 26:5; 28:22; 1 Coríntios 11:19; Gálatas 5:20; 2 Pedro 2:1. Algumas vezes a versão portuguesa traduz hairesis como “seita”.

Existe um ramo especifico que estuda as seitas e heresias chamado de “Heresiologia”.

Por que estudar seitas e heresias?

O Rev. Hernandes Dias Lopes diz: “Quem não aprende com a história repete seus erros; a história pode ser nossa pedagoga ou nossa coveira. O que Deus fez é o que Deus faz e o que Deus fará ainda, pois ele é o mesmo e não mudou.” Assim sendo, podemos aprender com os apologistas a defender o verdadeiro Evangelho Bíblico, além do mais, não repetiremos os erros de tais hereges. Aqui cabe muito bem o que Paulo escreveu a Tito: “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, sabendo que esse tal está pervertido e peca, estando já em si mesmo condenado.” (Tito 3:10,11 ARC). Nas palavras de Cícero: “Ignorar... o que aconteceu antes de termos nascido equivale a ser sempre criança”.
 

1.      Heresias que negam a Humanidade de Cristo:

1.1              Docetismo: Palavra oriunda do grego Dokeô “parecer ou aparecer”. Afirmava que Jesus era Deus, mas seu corpo era ilusório, apenas parecia ser humano. Heresia desmantelada pelos credos Apostólico, Niceno, e Constantinopolitano. Também conhecida como Gnosticismo.

1.2              Apolinarismo: Ensino herético de Apolinário, bispo de Laodicéia (310 – 391 DC) que dizia que na encarnação, Jesus assumiu corpo e alma humanos, mas não espírito humano; dessa forma, Jesus era meio Deus e meio homem. Essa heresia foi rejeitada no concilio de Constantinopla em 381 DC.

1.3             Eutiquianismo: Ensino elaborado por Êutico, monge em Constantinopla (375 – 454 DC) que afirmava que a natureza divina de Cristo absorveu sua natureza humana. Posteriormente esse ensino ficou conhecido como monofisismo. O monofisismo alega que Jesus tinha apenas a natureza divina. Ensino condenado no concilio de Calcedônia.

2.     Heresias que negam a Divindade de Cristo:

2.1             Ebionismo: Proveniente de uma palavra hebraica que significa pobre (Ébion – que alguns alegam ser o heresiarca do Ebionismo). Eram judeus cristãos que rejeitavam as cartas Paulinas, priorizavam as boas obras, ensinavam que Jesus era apenas humano, consideravam o cristianismo uma extensão do judaísmo, eram rigorosos ascetas, guardavam toda a Lei e eram considerados apóstatas pelos judeus não cristãos e eram rejeitados pelos gentios.

2.2             Arianismo: Ensino do presbítero Ário, presbítero em Alexandria no ano de 318 DC. Ensino esse que afirmava que Jesus era a mais excelente criatura de Deus, acima dos homens, mas abaixo de Deus. O primeiro ser criado por Deus. Essa é a heresia hoje propagada pelas Testemunhas de Jeová. Algumas denominações protestantes também propagam algo semelhante a isso, conhecido como “Semi-arianismo”, o próprio imperador Constantino veio a cair nessa heresia. Essa heresia foi condenada no Concílio de Nicéia, através de uma defesa ardorosa de Atanásio.

2.3             Adocionismo:   Heresia surgida em 150 DC que nega a encarnação, o nascimento virginal, Divindade de Cristo. Afirma que Jesus por ser o mais virtuoso dos homens foi adotado por Deus Pai no seu batismo. O Evangelho de João e Hebreus 1:5 bastariam para condenar essa heresia.

3.     Negações da Distinção entre Pai e Filho

3.1             Sabelianismo:  Ensino de Sabélio. Sua tônica é negar a Trindade. Sabélio afirmava que Deus se revelou de maneira sucessiva na história, ora como Pai sendo Legislador, Ora como Filho, sendo Redentor, ora como Espírito Santo sendo doador da Graça. Também conhecida como Patripassianismo, Modalismo, Socinianismo. Esse é o ensino do grupo Voz da Verdade. Ensino condenado em Roma no ano 215 e Sabélio foi condenado como herege em 268 no concílio de Antioquia

4.     Negações da União pessoal de Cristo

4.1             Nestorianismo: Ensino de Nestório, bispo de Constantinopla, nascido em Antioquia e morreu exilado na áfrica do norte em 450 DC, aluno de Teodoro de Mopstuésia. Afirmava que embora Jesus fosse Deus e homem existia nele duas naturezas separáveis e que conviviam lado a lado. Ensino rejeitado em calcedônia em 451 DC, onde se afirmou o dogma da União Hipostática ou Natureza Teântrópica de Cristo. Onde Jesus “É verdadeiro Deus e verdadeiro homem; segundo a Divindade é Consubstancial com o Pai; segundo a humanidade, consubstancial a nós.

5.     Demais Heresias:

5.1             Gnosticismo: Já circulava na Igreja ainda no período dos apóstolos. Esse ensino foi amplamente combatido por Paulo em Colossenses e João no seu Evangelho e Epístolas. Vem do grego Gnose: “Conhecimento”. Tinha várias ramificações.Ensinam que a divindade entrou no batismo e o deixou na cruz. (similar ao adocionismo), Marcião herege do séc. II, ensinava que  em vez de nascer de mulher, Jesus desceu com um corpo ilusório em Cafarnaum. Ensinavam que Jesus ensinou coisas superiores aos apóstolos Pedro, Tiago e João, coisas que ele não ensinou aos demais apóstolos e que eles eram reais herdeiros dos apóstolos quanto a esse conhecimento superior. Ensinavam ainda a existência de vários mediadores entre Deus e os homens violando assim o princípio de João 14:6 e 1 Timóteo 2:5. O apóstolo João desmantelou esse ensino em passagens como 1 João 2:20, 27 dizendo: “Vocês todos tem conhecimento (gnose) que vem do Santo (Jesus).”

5.2             Agnosticismo: Literalmente “Não-Conhecimento”. Afirma que o homem é incapaz de conhecer a Deus de qualquer forma.  Alguns acreditam que esse sofisma surgiu ainda na época de Paulo, devido a inscrição encontrada em Atenas “Ao Deus desconhecido – Agnos theos” registrada na Bíblia em Atos 17:23. Ignoram eles que a natureza é a revelação universal de Deus (Salmo 19:1; Romanos 1:20)

5.3             Panteísmo: Tudo é Deus, Deus é parte do criado. Essa heresia nega a Transcendência Divina, Deus opera no mundo, mas é separado deste. Deus está no céu (Salmo 115:3; Eclesiastes 5:2; Mateus 5:34; Isaias 66:1), contudo, ainda opera na terra (Atos 14:17)


5.4             Politeísmo: A crença em vários deuses. Os romanos e gregos eram politeístas exemplo claro disto é o panteão. A bíblia assegura o monoteísmo – a crença num único Deus supremo, criador de todas as coisas em Deuteronômio 6:4; 1 Coríntios 8:6; Eclesiastes 12:1.

5.5             Panenteísmo: Deus está em todo o universo, mas não há nada nele que lembre a Deus. Erro crasso, visto que a natureza testemunha acerca de Deus (Salmo 19:1; Romanos 1:20; Atos 14:17), juntamente com a própria consciência (Romanos 2:15).

5.6             Subordinacionismo: Também conhecido como “Monarquia do Pai”. Ensina que o Pai é maior que o Filho e o Filho maior que o Espírito Santo. Nega a Co-existencia, Co-igualdade do Pai, Filho e Espírito Santo expressa em Mateus 28:18-20; 2 Coríntios 13:14.

As heresias são a chibata de Deus na qual ele desperta seu povo para um estudo mais intenso, acurado, e metódico das Escrituras dizia Lutero. Que possamos examinar diariamente as Escrituras e vivê-las, para a exemplo dos pais apostólicos e apologistas refutar todas as heresias e proclamar a sã doutrina, a ortodoxia viva no poder do Espírito Santo.