quarta-feira, 30 de julho de 2014

EU CREIO FIRMEMENTE NA PRESERVAÇÃO DOS SANTOS! (PERSEVERANÇA DOS SANTOS)

EU CREIO FIRMEMENTE NA PRESERVAÇÃO DOS SANTOS! (PERSEVERANÇA DOS SANTOS)

Perseverança (ou preservação) dos Santos é um ensinamento, segundo o qual, aqueles que verdadeiramente creêm em Cristo manterão a fé até o final. Pode ocorrer que eles tenham momentos de tropeços e pecados, quiçá, por muito tempo, por serem seduzidos pelo diabo, pela carne ou pelo mundo, mas que antes da morte ou do retorno do Senhor Jesus, serão restaurados pelo Espírito Santo ao arrependimento.

O Novo Testamento traz um exemplo do que acabei de dizer: O apóstolo Pedro. Na noite da última ceia, ele traiu o Salvador por três vezes, no entanto, o Senhor tinha intercedido por ele e o restaurou após sua ressurreição.

Sabemos dessa 'certeza' por pelo menos três coisas, que me vêm à mente no momento:

1) A expiação de Cristo - Deus já quitou nossos pecados em Cristo, seria injusto de sua parte, (Deus não comete injustiça nenhuma) castigar o pecado nos eleitos outra vez - Is. 53:10-12. Jo. 1:29

2) A intercessão de Cristo - Jesus Cristo está exaltado à direita do Pai intercedendo por cada um dos quais ele resgatou, aos quais ele prometeu dar vida eterna - Hb. 7:25; Jo.17:9,15,20; Jo. 10:28-30; 1 Jo. 2:25

3) O Selo do Espírito Santo (Ef. 1:13-14) - O Selo do Espírito é algo do qual todos recebemos no momento da conversão, pois ocorre quando ouvimos e cremos na mensagem do Evangelho. É algo que nos dá garantia do pleno cumprimento da nossa salvação, pois, a palavra Arrabõn ( que geralmente é traduzida como garantia, penhor, primeiro depósito) denota que Deus assumiu um compromisso consigo mesmo de nos levar a salvo ao seu Reino Celestial. (Fp. 1:6; Jd. 24; 2 Tm. 4:18)

A ele, pois, glória e honra e domínio, em Cristo e na Igreja, pois que nos deu tão grande salvação eterna (Is. 45:17; 2 Tm. 2:10; Hb. 5:9)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Por que eu preciso da Igreja?

Estamos na era dos desigrejados. Pessoas que se intitulam ‘evangélicas ou cristãs’, mas que não querem nenhum tipo de compromisso com igreja ou denominação. São pessoas que cultuam a Deus em casa, ou então, vão a diferentes denominações, sem nenhum compromisso com uma só. São vários motivos que levaram essas pessoas a desanimarem da Instituição conhecida como Igreja como, por exemplo, picaretagem dos que se dizem pastores, excessiva ênfase aos dízimos e ofertas, promessas absurdas de cura divina e prosperidade material. Nesse pequeno artigo, pretendo demonstrar algumas razões bíblicas porque precisamos da Igreja e a razão pela qual o termo desigrejados é inconsistente com a fé cristã histórica. Vamos as razões:

1.   
É impossível ser Igreja individualmente:

No grego clássico, a palavra Igreja significa uma assembléia reunida para decidir questões políticas da cidade como se vê em Atos 19:32,39-40.
No Novo Testamento, a palavra Igreja aparece mais de cem vezes com diversos significados, mas nunca com a conotação de um individuo sozinho.
Vemo-la como:

A)  
O Círculo dos crentes reunidos num lugar específico para cultuar a Deus; uma comunidade local (Atos 5:11; 8:1; 11:22,26; 1 Coríntios 11:18)

B)   Um conjunto de igrejas locais (Atos 9:31; 14:23; 15:41; 1 Coríntios 16:1) mesmo quando igreja não é usada no plural, subentende-se que seja um conjunto de igrejas locais como acontecia, por exemplo, em Jerusalém.

C)   O corpo daqueles que, através do mundo, professam sua fé em Cristo e que constituem sua Igreja (1 Coríntios 10:32; 11:22; Hebreus 12:23).
Já ouvimos muitas pessoas dizer: “Eu sou a Igreja”, o que é um grande equívoco, pois em realidade, a Bíblia nos diz que somos “MEMBROS INDIVIDUAIS do Corpo de Cristo que é a Igreja” (Vide 1 Coríntios 12:12,27).
Quando dizemos que Vamos à Igreja referimo-nos ao reunir-se com a coletividade de irmãos para cultuar a Deus.
2.    Para sermos edificados mutuamente
O grande tema da epístola aos Efésios é o papel que a Igreja desempenha na consecução dos projetos de Deus na História.
Paulo diz em Efésios 2:22 que a Igreja é edificada na Coletividade. Isso é importante, porque com vasta gama de livros teológicos, dvd’s, apostilas digitalizadas, as pessoas tendem a negligenciar o ensino vindo direto do púlpito, escolas bíblicas, seminários, institutos... O material supra mencionado pode te informar, mas não te modelar.
Certa feita, ouvi meu pastor e ele contou-me como se formava pastores no início da Igreja no Brasil. Cada pastor, escolhia um aspirante ao ministério e convivia com ele. Levava o tal aspirante ao ministério por onde fosse, ensinava a teoria e a prática, faziam visitas juntos, estavam juntos em confraternização de familiares e membros, tiravam dúvidas bíblicas, enfim, viviam unidos. O modelo bíblico é assim também, Elias treinou Eliseu, Jesus aos doze apóstolos, nunca só com informação, mas com ação.
Como saber como um aspirante ao ministério pastoral lida com pressões se ele só interage por tecnologia? Como ele conhecerá os dramas que as pessoas vivem se não interagir com elas? Por isso, precisamos de sermos edificados juntos, compartilhar experiências.
3.    Para manifestarmos a multiforme sabedoria de Deus – Efésios 3:10
Cristo deu dons diversos a Igreja (Romanos 12:6-8; 1 Coríntios 12:1-12; 1 Pedro 4:10-11) de sorte que um único membro não consegue desempenhar várias funções respectivamente (1 Coríntios 12:12-28). Não temos todos o dom do socorro (i.é, a paciência de ouvir aquele irmão queixoso repetidas vezes), não temos todos o dom do ensino (i.é, capacidade de esclarecer passagens difíceis na Bíblia), mas todos temos um dom dado por Cristo (Efésios 4:7-8) e só podemos exercê-lo na coletividade, pois o que falta em mim, tem em meu irmão para me corrigir e completar e assim juntos manifestarmos a multiforme sabedoria de Deus.
Meu pastor tem uma frase pertinente a respeito: “É inconcebível ser membro do corpo sem contato com os demais, é como ser membro sem contato com a cabeça.” Os pais da Igreja, enfatizando a necessidade da igreja disseram: “É impossível ter Deus como Pai, sem ter a Igreja como Mãe” (Cipriano).
O Novo Testamento não reconhece a autenticidade de crentes que sejam, segundo a terminologia moderna, desigrejados. Somos membros individuais do corpo e juntos o Corpo de Cristo – a Igreja.
Cantemos:

                            “Eu preciso de Ti
                            Querido Irmão,                        
                            Precioso és para mim,
                            Querido Irmão.”

terça-feira, 8 de julho de 2014

Energia positiva Brasil? Isso não funciona! – Uma lição sobre a derrota do Brasil na Copa 2014.

Energia positiva Brasil? Isso não funciona! – Uma lição sobre a derrota do Brasil na Copa 2014

“Mostra tua força, Brasil
E amarra o amor na chuteira
Que a garra da torcida inteira
Vai junto com você, Brasil! ”

Sim, energia positiva não funciona. Ao longo dessa copa tenho visto e ouvido músicas e declarações afirmando que o Brasil é forte e que ele supera as grandes equipes com a força e a energia da torcida. É admirável a forma como nós torcedores cantamos o Hino Nacional tão fervorosamente e de todo o coração. Isso é realmente bonito, mas não funciona.

Existe um credo de que é preciso passar uma energia positiva para que o Brasil faça uma boa partida. Hoje, está mais que provado que isso não existe. Não se ganha um jogo de futebol com frases de efeito, se ganha com a qualidade técnica dos jogadores. Futebol é um esporte, e não um mudo místico. Os jogadores precisam de apoio emocional e tudo mais, mas no fim, o melhor vencerá.

Infelizmente essa crença também afeta a igreja. Muitos creem que existe uma certa energia ou áurea que afeta a minha vida espiritual, como músicas, formas de orar, declarações de poder e por aí vai. Os jargões evangélicos são o carro chefe de toda essa confusão teológica. “Eu creio... eu tenho fé... eu determino... eu repreendo. ” Como eu já disse, tudo é muito bonito, mas não funciona. Você não crescerá na vida cristã sem atitude. Não existe uma áurea ou algo do tipo que vai levar você a “vencer” em sua vida. É preciso trabalho e fidelidade. O Espírito Santo nos auxilia nessa empreitada, mas Ele não é uma áurea de positivismo, Ele é uma Pessoa da Divindade que foi enviada para consolar (Jo 15.26; 16.7) e para nos guiar a toda verdade (Jo 16.3), mas na obra da santificação você também precisa agir. É preciso trabalhar, colocar a mão na massa e começar a batalhar. Você não vai conseguir crescer e vencer os desafios esperando algo descer do céu. Que as famosas palavras de Calvino, “orare et labutare” (oração e trabalho), utilizadas na hermenêutica reformada, possam se abranger na sua vida cristã.

Para finalizar, Galvão, o fato de Bernard entrar com a camisa 20, o mesmo número utilizado por Amarildo que substituiu o Pelé na Copa de 1962 onde no caso o Brasil foi campeão, não faz e não fez diferença no campo. Para com isso vai!


Um abraço!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O lugar da Pregação na Igreja


Terminei nesta semana um curso online oferecido pela Editora Fiel de Pregação Expositiva. Preciso confessar que este curso mudou minha perspectiva sobre a pregação. Agora tenho uma visão mais sublime sobre uma atividade tão vital para igreja, se não, a mais importante. Quero aproveitar indica-lo se você deseja se aperfeiçoar na área de pregação, principalmente a expositiva (ler, explicar e aplicar o texto), faça-o.

Depois que terminei o curso, senti em meus ombros uma responsabilidade como nunca tinha sentido antes. A pregação sempre foi levada a sério por mim, mas hoje, eu tremo diante dela. E como não tremeria? Ela simplesmente é o motor da Igreja. É ela que leva a igreja para mais perto do Senhor, e nada mais consegue fazer isso. Hoje, ao subir em um púlpito, eu não consigo deixar de pensar que estou diante da tarefa mais extraordinária e mais sublime na igreja. 

Pois é, tudo parece muito bonito olhando dessa forma, mas, não é assim que a igreja contemporânea pensa. As outras atividades realizadas na igreja, como músicas (principalmente), teatros, orações e etc., tomam maior atenção e maior interesse por parte do povo de Deus. O momento de “louvor” (que é erroneamente restrito a apenas músicas) é o grande ápice no culto. Já ouvi pessoas dizerem que no momento de “louvor” Deus fala mais com ela do que propriamente na pregação. O diagnóstico é o seguinte: a pregação é legal, mas não o principal. A valorização das músicas, e as apresentações artísticas são o grande baluarte da igreja contemporânea. Já o momento da pregação é visto como algo arcaico e chato. O correto seria que a igreja, no momento da ministração da Palavra de Deus, sentisse o coração pulsar mais forte, pois chegou o momento mais importante: “agora sim, chegou o momento mais importante do culto. Esse é o momento em que Deus será mais glorificado, quando sua Palavra é lida, explicada e aplicada a nós”. Não vejo isso!

Lá vai uma experiência particular: certa feita fui chamado para pregar num evento em uma praça. Como sempre, havia muita música, muito teatro e muitos convites chamativos para não crentes. O momento de pregação era de uns 15 minutos, pois o líder me havia dado essa informação. Antes de chegar a minha vez, o líder sussurrou em meu ouvido: “olha, eu trabalho com jovens na minha cidade, meu ministério é forte, então fale pouco, eles precisam ouvir Deus através das danças e de músicas”. Aquilo fez doer o ouvido. Quando chegou a hora eu tremi. Disse comigo mesmo – isso não vai dar certo, ninguém vai ouvir o que tenho a dizer. Decidi que pregaria o evangelho e nada mais. Disse os ouvintes que Deus era um Deus santo, e que não podia manter comunhão com o pecado. Falei da nossa condição de pecado que vai além de ações, mas se trata de uma questão de natureza, e finalizei com a justificação em Jesus. Terminei, logo em seguida o líder do evento pegou o microfone e afirmou: “Olha pessoal, não é bem assim as coisas. Jesus ama a cada um de vocês...”, e você já sabe o que ele disse.

O que eu quero dizer é que a pregação está sendo deixada em segundo plano. Ela deve ser o centro de todas as atividades da Igreja. Martyn Lloyd-Jones já afirmava que “a necessidade mais urgente da igreja cristã contemporânea é a verdadeira pregação. ” A maior necessidade da igreja não é de músicos carismáticos que aparecem na televisão e nem de ser atrativa. A maior necessidade da igreja é a pregação fiel. O púlpito deve estar no centro do templo. Quando um pregador sobe no púlpito a igreja precisa entender que é o momento em que Deus quer falar com ela através da exposição das Escrituras.

Não é de agora que vejo o Rev. Hernandes Dias Lopes afirmar que a igreja só experimentará um crescimento saudável, quando houver um foco maior na pregação. Nada pode substituir essa atividade. A pregação deve ser o centro e a orientação de toda a igreja, das crianças, aos jovens, e até aos adultos. É isso mesmo, jovens só serão fortes e animados, quando houver um foco na pregação da Palavra de Deus. 

Vou colocar alguns motivos que eu acredito que a pregação deve ser o centro de toda a igreja:

1. É por ela que Deus fala com a igreja. Não adianta você vir até minha casa, me ligar, debater comigo no facebook, nada vai mudar a minha posição de que SOMENTE pela exposição da Bíblia, Deus fala com seu povo. Não nego que Deus conforte você pelas canções e o confronte pelas apresentações artísticas, mas Ele só revelará a Sua vontade através da Palavra de Deus.

2. Tudo o que a igreja faz é orientado pelas Escrituras Sagradas. Todas as atividades feitas na igreja devem ser regidas pela Palavra de Deus, inclusive as músicas, logo, a pregação deve exercer o papel mais importante.

3. Um púlpito raso gera igrejas rasas (Steven Lawson). Como que a igreja irá crescer se não houver pregação? 

4. Se não há pregação não há conversão. Esse ponto é bem semelhante ao primeiro. O Espírito Santo usa a Palavra que Ele mesmo inspirou para levar as pessoas a Cristo.

5. Deus é mais glorificado quando há pregação, pois Ele se torna o centro do culto, a Pessoa e a Obra de Jesus são expostos e assim Deus é verdadeiramente glorificado.


Que as nossas igrejas tomem a pregação fiel das Escrituras como o centro de suas vidas. Tratei aqui sobre o lugar da pregação, num segundo momento quero falar sobre o conteúdo da pregação. Deus o abençoe.