sexta-feira, 16 de junho de 2017

Quem tem medo do Espírito Santo? - Daniel Wallace

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"Embora os carismáticos às vezes dê maior prioridade à experiência do que ao relacionamento, os evangélicos racionalistas dão maior prioridade ao conhecimento do que ao relacionamento. Ambos perderam o alvo. E Paulo em 1 Coríntios, condena ambos. O conhecimento incha; e a experiência espiritual sem amor é inútil. [...] Por mais chocante que possa parecer para muitos no círculo cessacionista, a Bíblia não é membro da Trindade. [...] o efeito líquido dessa bibliolatria é a despersonalização de Deus. Eventualmente, não nos relacionamos mais com Ele. Deus se torna o objeto de nossa investigação e não o Senhor a quem estamos sujeitos. A vitalidade de nossa religião é sugada. À medida que Deus é dissecado, nossa posição muda de "Eu confio em ..." para "Eu acredito que...” [...] Deus ainda é um Deus de cura, embora eu pense que seu meio normal não é através de um curandeiro de fé. Deus cura o exercício da fé, não pelo poder dos curadores da fé. O problema com alguns carismáticos é que eles acreditam que Deus não só pode curar, mas que ele deve curar. Deus torna-se assim um instrumento, exercido pelo cristão todo-poderoso. Ao mesmo tempo, o problema com os não-carismáticos é que, embora afirmemos que Deus pode curar, agimos como se não o fizesse. Eu realmente não penso em acreditar na habilidade de Deus - nós realmente não acreditamos que Deus possa curar. Assim, o problema com os carismáticos é a negação da soberania de Deus; O problema com os não-carismáticos é a negação da habilidade ou da bondade de Deus ou ambos. [...]
O racionalismo evangélico pode levar à deserção espiritual. Estou me referindo à sufocação do Espírito no treinamento teológico de pós-graduação, bem como à sedução da academia. A maioria dos professores de seminário pode pensar em exemplos de jovens estudantes talentosos que mentores, que parecem ter perdido toda a sua convicção cristã em um ambiente acadêmico. Para muitos de nós, essa lembrança é terrivelmente dolorosa. Quantas vezes enviamos Daniels para a guarida dos leões, apenas para dizer a eles por nossas ações que a oração não fará nada de bom?
[...] Não são apenas as evidências históricas que podem levar a abraçar a ressurreição como verdadeira. O Espírito deve trabalhar em nossos corações, superando nossa reticência natural. Quando nossos graduados continuam para o trabalho de doutorado, e esquecem que o Espírito os trouxe a Cristo em primeiro lugar, e suprimem seu testemunho em seus corações, eles estão aptos para a deserção espiritual. Precisamos lembrar - especialmente aqueles de nós que vivemos em um ambiente acadêmico - que a exegese e a apologética não são a soma da vida cristã.


[...] Algum tempo atrás, um dos meus alunos morreu de câncer. Outro estava prestes a morrer. Comecei a pedir aos alunos do seminário que orem pela intervenção de Deus. O Senhor não respondeu a nossa oração da maneira que esperávamos. Brendan também morreu. Minha própria dor aumentou quando vi seus três pequenos filhos desfilarem diante dos lamentadores em seu serviço memorial. Através das mortes, tragédias e sofrimentos que parecem ser "par para o curso" de ser cristão e parecem abundar Para a família do seminário, aprendi sobre o sofrimento e a honestidade com Deus. Perguntei a Deus e ainda o fiz. Fora da minha dor - dor para esses alunos e suas famílias, dor para meu filho, dor para mim mesmo - veio honestidade e crescimento. Tenho momentos em que duvido da bondade de Deus. No entanto, não duvido que tenha sofrido por mim muito mais do que jamais sofrerei por ele. E essa é a única razão pela qual eu o deixo segurar minha mão através deste vale escuro. Ao procurar o poder de Deus, eu descobri sua pessoa. Ele não é apenas onipotente; Ele também é o Deus de todo o conforto. E, levando-nos pelo sofrimento, não é um dos principais meios que o Espírito usa hoje para nos levar a Deus. (11) Finalmente, uma pergunta: para o que o Espírito testemunha? Certamente a ressurreição de Cristo. E as escrituras? Uma interpretação particular talvez? Problemas escatológicos? Problemas exegéticos? Não seja muito rápido para responder. Parte disso precisa repensar ... Na verdade, o desafio para cada um de nós é o seguinte: reexaminar o ensino do Novo Testamento sobre o Espírito Santo. Não examine as passagens, mas lute com o que elas significam. Se o Espírito não morreu no primeiro século, então, no mundo que ele está fazendo hoje? Em conclusão, para meus amigos carismáticos, eu digo: Não devemos evitar o sofrimento como se fosse necessariamente maligno, pois não podemos abraçar Cristo em Sua ressurreição além de abraçá-lo em sua morte. Para meus amigos cessantes: Não devemos anestesiar nossa dor enterrando nossas cabeças no texto, como se uma experiência semi-gnóstica da Bíblia resolva de algum modo o enigma de nossa miséria.

"Eu estava com raiva de Deus e eu achei que Ele estava bastante distante. Aqui estava esse menino precioso que estava perdendo o cabelo e perdendo peso. Em um ponto ele pesava apenas 45kg. Seu irmão gêmeo naquela época pesava 85kg. Andy estava tão fraco que tivemos que carregá-lo em todos os lugares, até ao banheiro. Através dessa experiência, descobri que a Bíblia não era suficiente. Eu precisava de Deus de maneira pessoal - não como um objeto do meu estudo, mas como amigo, guia, confortador. Eu precisava de uma experiência existencial do Santo. Francamente, descobri que a Bíblia não era a resposta. Eu achei que as Escrituras eram úteis - até mesmo de forma útil - como um guia. Mas sem sentir Deus, a Bíblia me deu pouca consolação. No meio deste "verão do inferno", comecei a examinar o que se tornou da minha fé. Eu achei um desejo de me aproximar de Deus, mas me achei incapaz de fazê-lo através dos meus meios normais: exegese, leitura das escrituras, mais exegese. Eu acredito que eu tinha despersonalizado tanto Deus que, quando eu realmente precisava dEle, eu não sabia como me relacionar. Eu desejei por ele, mas encontrei muitas restrições de toda a comunidade no meu ambiente cessacionista. Eu procurei por Deus, mas tudo o que encontrei foi uma sufocação do Espírito na minha tradição evangélica, bem como no meu próprio coração. Eis que essa experiência do câncer do meu filho me trouxe de volta aos meus sentidos, que me trouxe de volta a minhas raízes"


Tradução: Heloniel Jazer

sábado, 10 de junho de 2017

AS ESCRITURAS E OS DONS DO ESPÍRITO - Edu Marques






O intuito deste texto não é, de forma alguma, querer refutar autores ou artigos cessacionistas. Porque, até então, conheço as minhas próprias limitações teológicas e sei o quanto muitos deles são tementes e piedosos à Deus. Minha intenção é, apenas, expôr a forma que creio. E isto, em defesa de ter sido acusado falsamente por um grupo de pessoas nas redes sociais, que se julgam ser os detentores da Fé Reformada. Fui tratado como um  neo-pentecostal, que deveria conversar com o capeta”; como um cara-de-pau e mentiroso, que estaria trazendo heresias para dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Tal coisa se trata de uma mentira descarada de Satanás, de uma quebra explícita do Nono Mandamento. O que esperar de pessoas que se dizem “cristãs” e tratam os outros assim? O que eu fiz não foi debater com elas nas redes sociais (não me rebaixei a isso), mas sim as perdoar em Nome de Cristo, fazendo valer um mandamento dele contido nas Escrituras:
Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra [...] Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”  — Mateus 5:39,44
Quero deixar bem claro que eu sustento as Doutrinas da Graça conhecidas como Calvinismo, e as Escrituras como regra de fé e prática em tudo na minha vida  é dela que sou tomado por convicção de que os dons do Espírito Santo não cessaram de forma alguma. Sou membro da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), e estou debaixo da sua Constituição e Símbolos de Fé; amo a minha igreja, sou muito grato a ela, e trabalho como Missionário na cidade de Estreito-MA. Onde tenho aprendido a depender de Deus e do seu Evangelho, e visto as bênçãos e as promessas de Deus escritas em sua palavra, na minha vida e na minha família.

Se eu tenho as Escrituras como a infalível e suficiente Palavra de Deus, reconheço a existência de vários textos que, tanto explícita quanto implicitamente, me ensinam a buscar estes dons para edificação da Igreja de Cristo.

Veja  o que Paulo diz a respeito dos dons espirituais:  Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes (1Co 12.1). Os termos que a Bíblia usa para os dons espirituais descrevem a sua natureza. Dons espirituais”: do grego pneumatikon, derivado de pneuma, isto é, espírito. Esta expressão, se refere às manifestações sobrenaturais concedidas como dons da parte do Espírito Santo, que operam através dos crentes para o bem comum. Paulo assevera que, estes dons nos fortalecem espiritualmente:

“De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé”  (Romanos 12:6).
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil” (1 Coríntios 12:7).
“Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja [...] Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são ‘mandamentos do Senhor’” (1 Coríntios 14:3,4,37).
“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”  (Efésios 4:11).

E Pedro também diz: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pedro 4:10).

Ora, se estes são mandamentos escritos e inspirados pelo Espírito Santo, é papel da igreja, e nosso também, crer e obedecer a estes mandamentos. A própria Confissão de Fé de Westminster me ensina a deduzir claramente proposições das Escrituras: “Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela” (I, VI). E sobre os dons espirituais, estes são estabelecidos em proposições claras. Se nem ao menos conseguimos deduzir isto, precisamos rever nossas habilidades em dedução hermenêutica nisto.

Assim, concluo que a Igreja que tem a falta destes dons é uma igreja empobrecida e morta. O que pior pode acontecer com muitas das nossas igrejas nos dias de hoje não é a falta de confessionalidade, mas sim a falta de espiritualidade, da busca pelos dons do Espírito. Subscrever uma confissão de fé, não te faz uma pessoa cheia do Espírito. Um filho do diabo pode muito bem se dizer confessional e até citar textos bíblicos. Como um cessacionista saberá que tal é o caso, se ele não acredita no dom de discernimento dos espíritos e diz que ele cessou? Nas Confissões é dito que elas servem apenas de auxílio para a igreja, e que muitos credos e confissões podem errar, e têm errado (cf. CFW. XXXI.III); elas não são a nossa regra de fé e prática, e sim a Bíblia.

Tudo tem que passar pela “régua” das Escrituras. Toda experiência pessoal precisa  estar de acordo com as Escrituras. Tais Confissões nos ensinam acerca do testemunho interno do Espírito Santo em nossos corações, e mais uma vez cito a CFW:

“Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada numa falsa esperança, mas uma infalível segurança da fé, fundada na divina verdade das promessas de salvação, na evidência interna daquelas graças a que são feitas essas promessas, no testemunho do Espírito de adoção que testifica com os nossos espíritos sermos nós filhos de Deus, no testemunho desse Espírito que é o penhor de nossa herança e por quem somos selados para o dia da redenção” (XIII, II).

“E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (1 Coríntios 2:4). 

“Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Coríntios 2:11,12).

Então, termino este breve artigo apenas dizendo que, se nós afirmamos ser cristãos e cremos nas Escrituras como sendo a Palavra de Deus, segue-se que é nosso dever crer e obedecer aos mandamentos contidos nela. Faça valer o Sola Scriptura, e não somente o que te interessa. Deus é infinitamente poderoso para, ainda hoje, derramar sobre nós o seu Espírito e conceder seus dons espirituais aos santos da mesma maneira como fez no passado. O cessacionismo é totalmente incoerente com as Escrituras e com Deus. E mesmo se o cessacionismo estivesse correto, para fins de argumentação, eu ainda poderia, pela fé, anular toda cessação que a doutrina alega defender. A base da doutrina cessacionista é irrelevante, constituída de falácias de arbitrariedade e suposições indutivas. Ou seja, é uma doutrina extra-bíblica.

Cito mais uma vez a CFW: “A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente” (I, IX).

Se realmente todos nós buscássemos cumprir isto com sinceridade e singeleza no coração, nunca chegaríamos ao cessacionismo. 

“Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hebreus 13:8).

Que Deus nos conceda sabedoria para fazer valer estas coisas em nossas vidas.

Soli Deo Gloria.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Um Cristão e o Cristão modinha - Edu Marques

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Um Cristão: Eu estou maravilhado, com uma simples leitura nos Evangelhos, eu percebi algo que antes nunca tinha notado. Jesus Cristo nos promete que pela fé nele, podemos alcançar todas as promessas contidas nas Escrituras, e que ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Cristão modinha: Cala a sua boca seu herege! As promessas de Deus e inclusive os dons do Espírito só foram manifestas no primeiro século, no período apostólico, você não sabe nada de Bíblia, seu herege pentecostal!

Um Cristão: O que é isso meu irmão? Não precisa agir assim comigo, podemos pensar sobre essa questão diferente, mas somos irmãos, Cristo nos une na cruz.

Cristão modinha: Não, eu não sou seu irmão seu filho do capeta mentiroso, na verdade eu só sou irmão da minha turminha do Facebook que pensa igual a mim, seu herege filho do cão.

Um Cristão: Triste meu irmão ouvir isso de você. Creio que questões secundárias não podem dividir o Corpo de Cristo. E além do mais, Deus nos ensina em sua Palavra a buscar os dons do Espírito e o maior dom é o amor.

Cristão modinha: Seu filho do inferno, eu já falei que não sou seu irmão. E para acabar com a sua reputação de “Cristão piedoso” vou marcar a minha turminha aqui pra acabar e humilhar você. Como disse, você deve ter tido alguma conversa com o cão, seu herege carismático pentecostal. Buscar os dons nesse momento da história é incoerente, mesmo eu não tendo argumento lógico dedutivo algum, e além do mais Vincent Cheung não existe seu vagabundinho hahahaha. Olha lá galera, um continuísta kkkkkkkkk, cessou seu idiota(CFW 1:1).

Galera da Turminha:

"SamantaReformada": kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

"Paulinho Spurgeon": Que herege kkkkk, que idiota kkkkkkkk, Cheung não existe, e ele crê na Teologia da Prosperidade seu verme, Vincent Cheung é o fake do Sabino hahahahahaha.
Cristão modinha: Vou escrever um textão no meu blog pra REFUTAR você seu herege filho do cão, vou apelar para todas autoridades e os meus teólogos favoritos.



Um Cristão: Puxa que pena! Isso na verdade me entristece muito, eu pensei que vocês fossem cristão genuínos.